Meu professor é bom? Fique ligado nestas 10 dicas.

10 DICAS PARA VOCÊ DESCOBRIR SE SEU PROFESSOR É BOM

Salve, concurseiro, aluno, estudante, aprendiz!

Se você é uma pessoa que lida diariamente com um tutor, professor ou mestre, fique atento a nosso texto para identificar um bom professor dos inúmeros charlatões que estão no mercado profetizando um conteúdo o qual pouco ou nada sabem além do mínimo para sustentar a máscara de “professor”.

Infelizmente, não há um efetivo e oficial controle sobre a formação e idoneidade dessa classe de nobres profissionais. Isso é uma lástima, visto que deveriam ser trabalhadores que estão diretamente vinculados à formação do cabedal intelectual de pessoas interessadas em um futuro próspero para si e, indiretamente, para nossa sociedade.

A boa notícia é que podemos ficar alertas a alguns sinais dados por esses charlatões do ensino baseados nos quais você pode identificar, denunciar ou mesmo apenas evitar o convívio.

Vamos a eles?

1) MECANISMO DE COMPENSAÇÃO

Normalmente, essas pessoas usam de mecanismos de compensação para seus déficits de conhecimento: elas tentam deslocar a atenção do aluno para elementos outros que não o conhecimento em si. Dessa forma, tentam se aproveitar das carências de quem os assiste conduzindo as aulas mais para o lado da motivação, do “endeusamento” do aluno, dando exemplos de pessoas na mesma situação e que chegou a seu objetivo.

Enfim, ele desloca o olhar dos alunos para outras necessidades que estão permeando a rotina de estudo para que o ensino efetivamente não seja o foco principal.

2) LINGUAGEM COLOQUIAL

A linguagem usada pela classe é bem coloquial e empática. O intuito é se mostrar o mais próximo possível, mais humano, para que o aluno se sinta acolhido em suas fragilidades em detrimento do senso crítico em relação ao estudo.

3) POSTURA DE PROFETA

A ideia aqui é passar segurança; é mostrar que sabe; provar que o aluno está seguro debaixo de seu “conhecimento”. Para isso, ele usa todos os recursos, menos o conhecimento propriamente dito. Ele profetiza: “vem comigo que é fácil, vou ensinar, vou fazer, vamos arrebentar na prova com o que estou lhe ensinando…”. No entanto, o conhecimento em si é ofertado resumido e sem profundidade.

4) LINGUAGEM CORPORAL

Novamente, é usado mecanismos de compensação: os gestos são sempre expansivos, a voz é altiva, o uso da retórica é constante, as exclamações são frequentes…tudo vem a compensar a fragilidade do domínio do conteúdo.

5) ESQUIVA DE PERGUNTAS

As perguntas são evitadas a qualquer custo. As respostas são rápidas, a passagem de uma pergunta para outra é dinâmica, os comentários são rasos…Tudo confluiu para evitar qualquer questionamento que evidencie a falta de intimidade com a disciplina.

6) FALTA DE ASSOCIAÇÕES

Algo que chama muito a atenção é a falta de destreza para esses profissionais fazerem associações teóricas entre os conteúdos porque simplesmente não há base para isso. O conhecimento é explicado solto de qualquer vínculo e de forma resumida, no entanto, ele é apresentado permeado de elementos para atrair a afetividade do aluno.

Por exemplo, é comum esse professor dizer: “vou explicar de uma forma descomplicada e mais resumida para que você fixe melhor; vou focar apenas no que cai na sua avaliação. Eles possuem a habilidade de usar seus déficits a favor de sua aceitação.

7) AUSÊNCIA DE BIBLIOGRAFIA

É de chamar a atenção a falta de indicação bibliográfica. Se ocorrem, são, mais das vezes, citações mais coloquiais mais versadas em aspectos emocionais que de conteúdo. Por exemplo: “você é o arquiteto do seu futuro”, “vence quem cedo levanta”.

8) FALTA DA PRÁTICA

Por não serem profissionais necessariamente com formação na área do conteúdo ensinado, essas pessoas dificilmente poderão fazer menção a algum aspecto mais prático do conteúdo cuja explicação dependa de uma vivência propriamente.

9) FEEDBACK IMEDIATO

Por mais que seja super legal ter um professor que lhe dê feedback imediato via mídias sociais, fique atento ao fato que a pessoa que dispõe de tanto tempo para adotar essa prática, ou tem poucos contatos, ou tem muito pouca concorrência de outras atividades para fazê-la ou, ainda, terceiriza o processo: você acha que está falando com o professor, mas está falando com outra pessoa.

10) MATERIAL DIDÁTICO

É frequente o uso de material didático de outros profissionais, colagens de outros autores sem citação de fonte. Fique atento para a idoneidade desse conteúdo.

Esses são apenas alguns sinais de indicação desses profissionais que usam da boa fé do aluno para ganharem dinheiro e fama. Eles podem apresentar alguns desses sinais, todos ou, mesmo, outros não citados aqui.

Acima de tudo, tente focar no que realmente importa no seu processo de preparação:

o conhecimento, o conteúdo e a aprendizagem. Avalie sua evolução, teste seus conhecimentos e procure outras fontes como referência para comparação.

Tenha confiança em si e não desista!